sábado, 7 de maio de 2011

Quotes "Uma Família Inglesa"
















"Uma Família Inglesa" - Júlio Diniz


Identificação do Livro

Autor: Júlio Diniz
Edições: Editores Associados
Nº. de págs.: 446
Colecção: Biblioteca Universal Unibolso
Classificação: Romance

Sinopse: Um dos segredos do romance: os mundos desconhecidos que nos revela: evoca ambientes e personagens, descreve conflitos, dramas, tragédias. E, por vezes, descobrimos, surpreendidos, que, entre nós e aquilo de que o romance fala, existem certas afinidades: o amor e o ódio, os sentimentos, não se modificaram grandemente ao longo dos tempos. No entanto, cada coisa tem a sua época. «Uma Família Inglesa» - por muitos considerada a obra mais equilibrada de Júlio Dinis - retrata uma época e os seus costumes, com o pitoresco de uma cidade - o Porto dos finais do século dezanove - e, analisa figuras humanas inesquecíveis, Jenny e Carlos Whitestone, Cecília, e outros, quer no plano social, quer no plano pessoal. Assim, é todo um momento histórico do nosso país, em que se prenunciam as convulsões do princípio do século - de par com os problemas eternos do homem - o que encontram neste clássico da Literatura Portuguesa.



Opinião Pessoal


É um dos meus livros favoritos, e quando isso acontece é raro escrevinhar algum texto em condições expressando a minha opinião positiva. Suponho que seja por pura preguiça. Mas a verdade é que já fiz o mesmo com outros livros de que gostei bastante. Talvez me seja suficiente dizer que gostei muito... deixando as críticas para outros.
O que posso dizer é que, em termos de história propriamente dita, gosto mais de "Uma Família Inglesa" do que "Os Maias", de Eça de Queirós. Seja por encontrar semelhanças com algumas personagens, seja pelo pensamento do narrador omnipresente que Júlio Dinis construiu, o facto é que a história "mexe" comigo. E isso é bom.
Claro que aconselho vivamente a sua leitura.



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ❤ - Favorito


Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ 





Mais infos




.¸¸.*♡*.¸¸.*☆*¸.*♡*.¸¸.









domingo, 17 de abril de 2011

"O Jogador", de Fiodor Dostoievsky - Nº 6


Identificação do Livro

Autor: Fiodor Dostoievsky
Título Original: Igrok
Edições: Abril/Controljornal
Nº. de págs.: 189
Colecção: Biblioteca Visão
Ano de edição: 2000
Classificação: Romance


Sinopse: Dostoievsky escreveu O Jogador em circunstâncias especiais. Para cumprir o prazo de entrega ao editor, teve de suspender a redação de Crime e Castigo e ditar o novo romance a uma estenógrafa, que depois se tornaria sua mulher.
O enredo assenta em vivências do escritor, que descreve de forma incisiva o ciclo vicioso do jogo, a roleta que dita o entusiasmo e o desespero, as paixões esperançadas ou infelizes, a luta contra os limites da existência humana. Em suma, a evocação de experiências que também marcaram a vida atribulada de um dos maiores romancistas de sempre.


Quotes

[Você] "Estagnou, não só desviou os olhos da vida, dos seus próprios interesses, dos da sociedade, dos seus deveres de homem e de cidadão, dos seus amigos (porque fez amigos), não só deixou de ter qualquer objetivo a não ser o do ganho, mas desligou-se mesmo das suas recordações... Lembro-me de si numa época apaixonada e intensa da sua vida, mas estou certo de que esqueceu as melhores impressões desse período; os seus sonhos, os seus desejos quotidianos não têm agora maior alcance senão o de par e ímpar, vermelho, preto, os doze números do centro, etc, etc., estou certo disso!"

"(...) Será possível que eu não compreenda que sou um homem perdido? Sim! Bastaria, uma vez na vida, ser prudente, paciente e eis tudo! Bastaria uma só vez ter carácter e, numa hora, podia mudar o meu destino. O essencial é o carácter."



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom




domingo, 6 de março de 2011

"A Pianista", de Machado de Assis


Identificação do Livro


Autor: Machado de Assis

Classificação: Conto


Sinopse: O conto "A Pianista" de Machado de Assis, publicado originalmente em 1866 no Jornal das Famílias, tem um tipo de discurso facilmente identificável pelo leitor: o ensino da música, o universo pessoal dos músicos e sua relação com a sociedade. Foi muito bem aceito pela historiografia literária e pela musicologia. Muitos estudiosos escreveram sobre as relações entre a música e a literatura, porém nenhum tão geniosamente como Machado de Assis.




Opinião Pessoal

A acção passa-se no Rio de Janeiro, no ano de 1850, meados do séc. XIX.
É uma história lindíssima, que emana bons valores e termina com um final feliz.

__

Cada vez mais considero importante as histórias terminarem com um final feliz.
Vivemos numa sociedade louca, completamente invertida em termos de valores.
Por isso, é necessário cultivar as "boas histórias", aquelas que acabam bem, ou minimamente bem. É necessário cultivar o Bem, as boas acções, os bons pensamentos e sentimentos.
Obviamente não se pode descurar as maleitas da humanidade. Muitas das vezes são os próprios livros que colocam a "olho nu" as experiências negativas vividas na primeira pessoa ou inspiradas em factos reais. Sim, é preciso "iluminar" a faceta da podridão humana, contudo não creio ser saudável inventar realidades totalmente nefastas e impregnadas de vícios. Mas isso são contas de outro rosário.
__

Há muitas críticas referentes a este conto e ao seu autor na Internet e também em livros/revistas/jornais. Basta procurar.
Como a obra caiu no domínio público, é possível fazer o seu download em vários sites.





PONTUAÇÃO DOS LIVROS

  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom




domingo, 20 de fevereiro de 2011

Quotes "Os Anagramas de Varsóvia"














(◡‿◡✿)







"Os Anagramas de Varsóvia", de Richard Zimler

Identificação do Livro


Autor: Richard Zimler
Título Original: The Warsaw Anagrams
Edições: Oceanos
Nº. de págs.: 368
Colecção:  Mar de Histórias
Ano de edição: 2009
Classificação: Thriller


Sinopse: Um romance policial arrepiante e soberbamente escrito passado no gueto judaico de Varsóvia. Narrado por um homem que por todas as razões devia estar morto e que pode estar a mentir sobre a sua identidade… No Outono de 1940, os nazis encerraram quatrocentos mil judeus numa pequena área da capital da Polónia, criando uma ilha urbana cortada do mundo exterior. Erik Cohen, um velho psiquiatra, é forçado a mudar-se para um minúsculo apartamento com a sobrinha e o seu adorado sobrinho-neto de nove anos, Adam. 
Num dia de frio cortante, Adam desaparece. Na manhã seguinte, o seu corpo é descoberto na vedação de arame farpado que rodeia o gueto. Uma das pernas do rapaz foi cortada e um pequeno pedaço de cordel deixado na sua boca. Por que razão terá o cadáver sido profanado? Erik luta contra a sua raiva avassaladora e o seu desespero jurando descobrir o assassino do sobrinho para vingar a sua morte. Um amigo de infância, Izzy, cuja coragem e sentido de humor impedem Erik de perder a confiança, junta-se-lhe nessa busca perigosa e desesperada. Em breve outro cadáver aparece - desta vez o de uma rapariga, a quem foi cortada uma das mãos. As provas começam a apontar para um traidor judeu que atrai crianças para a morte. Neste thriller histórico profundamente comovente e sombrio, Erik e Izzy levam o leitor até aos recantos mais proibidos de Varsóvia e aos mais heróicos recantos do coração humano.



Opinião Pessoal


Cada um de nós deve recordar os males do passado provocados pelo Homem. Se tivermos esse conhecimento, vamos fazer de tudo para evitar que algo parecido ou pior aconteça. Sobretudo, o pensamento que deve prevalecer é: Guerras Não!
A atitude começa nos nossos pequenos mundos, pois é aí que se faz toda a diferença.

De que vale os judeus sentirem-se humilhados pelos nazis, se entre eles não se ajudam?

É impressionante a miséria de valores que o estado de sobrevivência tinge as pessoas,
assim como é impressionante ver a miséria de valores nas pessoas atraídas e ofuscadas pelo Poder, pelo Dinheiro e pelo Status Social.

_____
Comprei este livro em 2009.
O título chamou-me a atenção e ao ler a contracapa fui obrigada a trazê-lo comigo. Reconheço que as Grandes Guerras Mundiais e tudo o que as envolve despertam em mim curiosidade. E os "Os Anagramas de Varsóvia" retratam precisamente a vida de um gueto em Varsóvia (capital da Polónia).
No entanto, apesar de considerar o livro muito bom quando o comprei, só consegui reunir "coragem" agora... Li-o seguido, sem interrupções, e é assim que este tipo de livros se lê: como são egoístas, devem ter toda a atenção do leitor Happy/Smile Eu lia três capítulos e parava. Passado um tempo recomeçava. Mas havia sempre qualquer coisa a intrometer-se Tongue
Desta vez consegui e aconselho vivamente a sua leitura!
Com certeza lerei mais obras deste autor Happy/Smile



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ❤ - Favorito

Sugestões


Espreitem duas entrevistas feitas ao autor no blogue "Porta-Livros" e no site Diário Digital.
Podem ler também um excerto da obra aqui.
Consultem o site oficial do autor em: http://www.zimler.com/conteudo.php




.¸¸.*♡*.¸¸.*☆*¸.*♡*.¸¸.