terça-feira, 3 de agosto de 2010

"O Médico e o Monstro" - nº 11

I. Identificação do livro

Autor: Robert Louis Stevenson
Edições: QuidNovi
Nº. de págs.: 95
Colecção: Biblioteca de Verão JN e DN
Ano de edição: 2010
Classificação: Novela

Sinopse: O tempo da narrativa é fragmentado e o narrador anónimo é, a certo ponto, nitidamente ultrapassado pelos acontecimentos — na verdade, o desenlace da história só é atingido nos dois últimos capítulos, que somente nos dão a conhecer outros tantos documentos redigidos para a posteridade pelos personagens principais, numa manobra sagaz que reforça o apelo ao carácter realista dos eventos descritos.


II. Mais infos...

domingo, 1 de agosto de 2010

"O Mandarim" - nº 10

Identificação do Livro

Autor: Eça de Queiroz
Edições: QuidNovi
Nº. de págs.: 96
Colecção: Biblioteca de Verão JN e DN
Ano de edição: 2010
Classificação: Novela


II. Apreciação Crítica

"Sinto-me morrer. Tenho o meu testamento feito. Nele lego os meus milhões ao Demónio; pertencem-lhe; ele que os reclame e que os reparta..."
Esta citação já mostra o problema principal de toda a narrativa - o dinheiro. Esta pequena história funciona como que um purificante para a alma, com o objectivo de focar a nossa atenção para o que é realmente importante - Deus e o Próximo. Pois como é dando que se recebe, a Felicidade só se encontra nas coisas pequenas. E assim, o autor critica a sociedade da época. Crítica que se mantém actual nos nossos dias, graças à Era da Globalização e à Sociedade de Consumo e de Massas.

P.S.: a minha apreciação baseia-se, sim, numa mundividência Cristã.


III. Mais informações





sábado, 31 de julho de 2010

"O Espelho da Tia Margarida" - Nº 9


I. Identificação do Livro

Autor: Walter Scott
Edições: QuidNovi
Nº. de págs.: 95
Colecção: Biblioteca de Verão JN e DN
Ano de edição: 2010
Classificação: Romance







II. Opinião Pessoal



Pontuação do Livro
✰✰✰ - Razoável





    III. Mais Infos







    quinta-feira, 29 de julho de 2010

    "O Contrabaixo" - nº 8

    I. Identificação do Livro


    Autor: Patrick Süskind
    Edições: QuidNovi
    Nº. de págs.: 95
    Colecção: Biblioteca de Verão JN e DN
    Ano de edição: 2010
    Classificação


    SinopseImagine que se encontra numa sala à prova de som, o seu quarto por exemplo. E aí, rodeado de tudo o que lhe pertence, objectos com os quais se habituou a conviver e que ajudam a delimitar o campo da sua individualidade se lembra de um dia contar aos outros como é vivida a sua solidão…
    É mais ou menos num cenário como este que um contrabaixista de uma orquestra nacional alemã, tendo como interlocutor o público teatral, confidencia em livre associação de ideias, sarcástico e pleno de uma ironia amargurada, o seu amor não revelado por Sara, uma cantora de ópera. Só que esta relação platónica dificilmente se poderá tornar realidade. E isto por causa do contrabaixo, o instrumento musical que uma orquestra que se preze não pode dispensar. Além disso, o instrumento mais arcaico ainda existente, aquele que melhor se ouve quanto mais afastados estivermos dele e quanto ao aspecto externo, um instrumento de natureza hermafrodita. Parecendo-se com uma gigantesca rabeca na parte inferior, enquanto na parte superior se aproxima de uma não menor viola de gamba. Desajeitado e incómodo o instrumento é para este contrabaixista o maior empecilho a um grande e profundo amor.
    Exemplificado assim o isolamento em que vive esta personagem curiosa, é pela sua boca ainda que penetramos na história da música e dos músicos, para nos confrontarmos com uma brilhante crítica à sociedade contemporânea.


    Críticas de imprensa:
    «O Contrabaixo é um divertido monólogo acerca da vida de um músico e do seu instrumento. Fechado no seu quarto, a personagem discorre, com humor, acerca das limitações do instrumento a que se dedicou, da falta de repertório para o contrabaixo, os antecedentes históricos deste.»
    Diário de Notícias





    Pontuação do Livro
    ✰✰✰✰ - Muito Bom

    III. Mais infos



    terça-feira, 27 de julho de 2010

    "Inxalá - Espero por ti na Abissínia" - nº 7

    I. Identificação do Livro


    AutorCarlos Quiroga
    Edições: QuidNovi
    Nº. de págs.: 95
    Colecção: Biblioteca de Verão JN e DN
    Ano de edição: 2010
    Classificação: Romance

    SinopseEste romance é uma história de amor, morte e desespero. O relato da fuga de um indivíduo — médico galego a trabalhar em Lisboa —, cansado do fragor da cidade e da mentira, até aos confins do mundo. Um indivíduo que inicia uma busca de paz e que, de uma praia longínqua no Corno de África, cumpre uma promessa antiga e recorda para a mulher que ama (mas com quem, por cobardia, não ficou), os verdadeiros motivos do seu desaparecimento. Nos territórios deslumbrantes e incandescentes onde, um século antes, fora parar o poeta Arthur Rimbaud quando desistira de escrever (e donde só regressaria para morrer) - e que nesse tempo se chamavam simplesmente Abissínia - encontramos agora um homem que decide escrever à única mulher que realmente amou uma longa carta que é, simultaneamente, o pagamento de uma antiga dívida e um apelo ao reencontro de ambos.
    Narrativa muito bela, escrita de um jacto, por vezes lírica, por vezes épica, não raras vezes erótica, este livro deixa ainda no ar um perfume de mistério à roda de um crime (um corpo que aparece no hospital na véspera da fuga) que, no fundo, desencadeia uma aventura sem limites que leva o narrador até Lalibela, a cidade sagrada etíope que ele escolhe para viver e onde espera, por fim, encontrar a paz. E talvez também essa mulher que amou.

    Quem nunca pensou em largar tudo de repente e partir para longe?
    Quem nunca amou perdidamente uma vez na vida?



    II. Opinião Pessoal


    Este livro não me apaixonou.
    É confuso na sua narração.
    O "homem fala, fala, fala e a gente quase nem tem tempo de respirar!"
    Cruzes canhoto...
    Num momento está a falar do agora, como de repente começa a contar episódios do passado que, provavelmente têm ligação com a situação presente, mas é dito tudo a correr. E até são coisas importantes que deviam ser ditas de outra maneira e com mais calma para serem melhor "digeridas"...  [pausa para respirar]

    Há pessoas que não são felizes, andam toda a vida à procura do que lhes falta: uns conseguem encontrar e ser felizes, outros não.
    A sociedade ocidental tem tendência para se refugiar no oriente, nas suas paisagens, na sua cultura. Foi o que este narrador autodiegético fez.

    Este tipo de pessoas não têm crenças, nem fé. Andam por andar, vivem por viver. Não sabem lidar com as agruras da vida, nem distinguir o certo do errado. Fazem asneiras, cometem erros, e não sabem arrepender-se nem corrigir o mal feito.
    Para mim, um homem destes não serve. Ele é inseguro, inconstante, não está reconciliado com o passado, não sabe o que quer, está perdido no mundo porque desconhece qual é a sua missão aqui.

    Encontrar respostas na cultura da Etiópia, não vai ajudar muito.
    Fazer um processo de auto-reflexão e auto-conhecimento, sim, ajuda, que é praticamente  o que ele faz durante o livro todo, numa espécie de desabafo/confissão.
    Mas falta-lhe mais! Ele está incompleto e não se sente bem com ele próprio. Penso que ele precisa de ser perdoado e que lhe dêm uma segunda oportunidade para melhorar.

    Contudo, a solução não passa por ficar parado à espera que ela (a tal mulher que ama) lhe caia do céu, como por milagre. Cada um pode criar as oportunidades de que necessita. Não tem de ser obra do destino. Por isso, ele que se mexa!



    Pontuação do Livro
    ✰✰ - Razoável


    III. Citações


    "Por isso se parte. Se foge. Se finge que se foge. Porque não se foge nada. Não se parte. Não se descobrem terras nem estranhos. Descobre-se cada um a si mesmo. Descobre-se a mão que se tinha nas mãos. As linhas da mão das mãos. O sentido que se traz dentro das mãos. Por isso não se parte realmente. Só se finge que se parte. E a viagem é a forma mais fácil de fingir. E assim foi ela para onde achava que devia ir porque o seu coração a guiava, e deve ter voltado para aquilo de que nunca partira. E assim fugi eu para onde achava que me podia perder porque perdera o meu coração e já não era possível voltar para o que de mim partira. Porque se partira."

     "O medo da solidão e da morte são a pura essência do deserto. O medo de nos perdermos. O medo de todas as verdades. (...) Só quando o medo de estar a sós com o mais fundo de ti mesmo desaparece, só quando tocas esse fundo do deserto, só então sentes o valor de querer viver, sabes que a paixão é motor da vida e prova do medo. (...) O medo é bom para nos lembrar que é preciso um chão para segurar a paixão".



    IV. Mais infos




    Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ




    domingo, 25 de julho de 2010

    "O último dia de um condenado" - nº 6

    I. Identificação do Livro


    AutorVictor Hugo
    Edições: QuidNovi
    Nº. de págs.: 95
    Colecção: Biblioteca de Verão JN e DN
    Ano de edição: 2010
    Classificação: Ficção


    SinopseEsta obra de Victor Hugo, põe em relevo alguns dos valores mais significativos da Civilização, como consciência, liberdade e justiça, que tanto engrandecem suas personagens. Ele valorizou a vida humana e, ao enriquecer o debate em torno da pena de morte, tornou-se o grande defensor das causas generosas, o escritor francês que humanizou as Letras no século XIX.



    II. Citação


    "Os homens são todos condenados à morte com prazos indefinidos".


    Pontuação do Livro
    ✰✰✰✰ - Muito Bom


    IV. Mais infos




    Cquote1.svg
    Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história. (…) Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio. A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadãos
    Cquote2.svg
    — Victor Hugo, 1876, a propósito da abolição da pena de morte em Portugal (o primeiro país europeu a fazê-lo).




    Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ





    sábado, 24 de julho de 2010

    "O Alienista" - nº 5

    I. Identificação do Livro


    AutorMachado de Assis
    Edições: QuidNovi
    Nº. de págs.: 95
    Colecção: Biblioteca de Verão JN e DN
    Ano de edição: 2010
    Classificação: Conto

    SinopseQuando o Dr. Simão Bacamarte, médico psiquiatra, homem da ciência, constrói um asilo em Itaguaí, nada faria prever os acontecimentos que lhe sucederam. ""Eram furiosos, eram mansos, eram monomaníacos, era toda a família dos deserdados do espírito."" Mas quem, afinal, eram os loucos? Neste conhecido conto da literatura brasileira, Machado de Assis reflete sobre a fronteira entre a sanidade e a loucura, ao mesmo tempo que constrói um retrato crítico da sociedade da época.






    Pontuação do Livro
    ✰✰✰✰ - Muito Bom






    II. Mais infos