quinta-feira, 14 de agosto de 2014

"Um Rei na Manga de Hitler - Conspiração em Lisboa", de José Goulão


Identificação do Livro


Autor: José Goulão
Edições: Gradiva
Nº de págs.: 524
Colecção: Fora de Colecção
Ano de Edição: 2013
Classificação: Romance

Sinopse: Verão de 1940. A Inglaterra resistia ao fogo cerrado da aviação nazi. Portugal vivia a chamada neutralidade salazarista, através da qual a elite da ditadura tirava proveito da tragédia alheia. Na vivenda de um banqueiro português, em Cascais, Hitler tinha debaixo de olho o seu «Pétain inglês», o ex-rei Eduardo VIII de Inglaterra, então Duque de Windsor. Este debatia-se num dilema: seguir o caminho da traição, que o faria regressar ao trono ao serviço dos nazis; ou tomar o paquete rumo às Bahamas para assumir o lugar de governador, que o irmão e sucessor, o rei Jorge VI, lhe atribuíra.
Um manuscrito saído de uma gaveta onde esteve sepultado durante meio século, num casarão da Avenida Elias Garcia, em Lisboa, revela os segredos desta intriga internacional vivida entre Lisboa, Peniche e o Tejo fronteiriço. Uma intriga cujo desfecho foi decisivo na Segunda Guerra Mundial e nas intenções do ditador Franco para atacar Portugal. Uma narrativa inspirada em factos reais, interpretada por heroínas e heróis de carne e osso que arriscaram a vida para desatar as tramas tecidas entre os chefes nazis e regimes colaboracionistas. Uma acção passada sob o flagelo de guerra, de contrastes entre um amor de conveniência e amores genuínos, tão fortes que sobreviveram aos desencontros da vida, e à própria morte. O retrato escondido de uma época dramática, num país vigiado e subjugado, mas em que muita gente lutou inconformada e corajosamente pela liberdade.



Opinião Pessoal


Influenciada pela minha professora de português do ensino secundário, não gosto de jornalistas escritores. Porque parece que em Portugal todos esses jornalistas pretendem ser "best-sellers" à semelhança dos contemporâneos norte-americanos.
Consequentemente, evito comprar livros escritos por jornalistas.

Ora, esta foi uma exceção por causa do tema.
Como já disse, fascina-me tudo o que esteja relacionado com as Grandes Guerras Mundiais, e este livro fala precisamente sobre a influência da 2ª Guerra em Portugal: INTERESSANTÍSSIMO.
A curiosidade e o "faro de jornalista" ajudaram o autor a criar o enredo com base em perguntas e factos reais: E se o Duque de Windsor tivesse tomado partido por Hitler? Haveria simpatia pelos ideais nazis?

Gosto, sinceramente, pelo cenário da história ser Portugal.
É tão interessante "viver" os anos 40 portugueses! Conhecer as pessoas, as convenções sociais, os espaços, as relações, os amores, ...

Um bom livro, sim senhor  =)



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom


Sugestões






。◕‿◕。



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Quotes "Nove Mil Dias e uma só Noite"






























⊱✿◕‿◕✿⊰






"Nove Mil Dias e uma só Noite", de Jessica Brockmole

Identificação do Livro


Autor: Jessica Brockmole
Título Original: Letters From Skye
Edições: Editorial Presença
Nº. de págs.: 256
Coleção: Grandes Narrativas
Ano de edição: 2014
Classificação: Romance

Sinopse: Março de 1912. A jovem poetisa Elspeth Dunn nunca saiu da remota ilha escocesa de Skye, onde vive, e é com grande surpresa que recebe a primeira carta de um admirador do outro lado do Atlântico. É o início de uma intensa troca de correspondência que culminará num grande amor. Subitamente, a Europa vê-se envolvida numa Guerra Mundial, e o curso normal das vidas é abruptamente interrompido. Junho de 1940. O Velho Continente vive mais uma vez o tormento de um conflito mundial e uma nova troca epistolar incendeia os corações de dois amantes, desta vez o de Margareth, filha de Elspeth, e o do jovem piloto da Royal Air Force por quem se apaixonou. Cheio de glamour e de pormenores de época, este romance faz a ponte entre as vidas de duas gerações - os seus sonhos, as suas paixões e esperanças -, e é um testemunho do poder do amor sobre as maiores adversidades.


Opinião Pessoal


A história é muito boa, acontece nos dois momentos mais marcantes da humanidade e só esse facto já vale muito. É um romance rotulado tipicamente de «feminino» ou «mais desejável ao público feminino».

A técnica de narração - dividir o relato em duas gerações, como que escrevendo duas histórias ao mesmo tempo, neste caso de Elspeth Dunn e de Margareth Dunn - não é uma novidade. O que faz com que seja uma boa técnica é a ligação que a autora faz. Quero com isto referir-me às decisões/escolhas/opções que as personagens da 1ª geração tomaram e que influenciaram as personagens da 2ª geração.

Tenho lido críticas a respeito dos diálogos... Estes realmente parecem-me muito atuais, com vocabulário e expressões usadas agora; mas talvez seja isso que torna esta história tão próxima! Até encontrei bastantes coincidências comigo, o que pode não acontecer com outras pessoas, como é óbvio.

Para terminar, aconselho a sua leitura. Pode parecer uma «história de meninas», mas não é. Acredito que "eles" também vão gostar porque de certeza irão rever-se em alguma personagem Happy/Smile


PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ❤ - Favorito



Book Trailer





Sugestões


Leiam um excerto da obra aqui.

E já agora, aconselho também a lerem "O Outro Lado da Verdade", de Marcos Bessa. Apesar de ser um autor português, num contexto histórico muito diferente, a técnica narrativa é semelhante, e o fim inesperado Happy/Smile.



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sábado, 14 de junho de 2014

Filme "O Grande Gatsby" (2013)



Os cenários e os adereços estão de acordo com a época, mas deu-me a sensação de estar a ver uns Anos 20 futurista devido ao excesso de efeitos visuais - vejam neste vídeo. Neste documentário brasileiro, as cenas parecem-me mais reais, por exemplo, não são tão fantasiosas. Compreendo perfeitamente que a indústria do cinema tenha de lucrar, mas acho que exageraram nos efeitos...
Contudo a história está lá no filme, com ou sem os efeitos visuais, a história está lá e gostei.
A escolha dos atores penso que foi acertada. Leonardo Dicaprio representa bastante bem Jay Gatsby, e Tobey Maguire como Nick Carraway também não está mal.
É um bom filme que retrata um grande livro 




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Quotes "O Grande Gatsby"








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"O Grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald

Identificação do Livro


Título Original: The Great Gatsby
Edições: Abril/Controljornal
Nº. de págs.: 189
Colecção:  Colecção Novis - Biblioteca Visão 5
Ano de edição: 2000
Classificação: Romance
Sinopse: A celebridade de F. Scott Fitzgerald deve-se, em grande parte, ao êxito que obteve com O Grande Gatsby. É um romance que retrata uma geração e evidencia as contradições do «sonho americano». A glória e a decadência do self-made man, a ambição e a busca desenfreada do dinheiro, a corrida em direção a um futuro tão prometedor como ilusório, tudo sobre o fundo de uma intriga amorosa, são ingredientes para construir uma história fascinante. No entanto, esta obra não se limita a exibir o mundo da Idade do Jazz, nem a relatar as peripécias de um drama sentimental, pois alerta, quase como uma alegoria, para questões centrais que mantêm a sua acutilância nos dias de hoje.


Opinião Pessoal


"O Grande Gatsby" é deveras um bom  livro. Gostei particularmente do narrador, Nick Carraway, que nos leva a conhecer um pouco dos «Loucos Anos 20» nos EUA. Este período pós-guerra, onde a humanidade "acaba de acordar de um pesadelo", é caraterizado pela busca rápida da felicidade e bem-estar. As pessoas passam a viver segundo a máxima latina "Carpe Diem", que quer dizer aproveita o momento, e a população dos EUA são um ótimo exemplo disso. Para além da guerra , foram-se desenvolvendo e criando novas coisas na Cultura e na Ciência; foco particularmente, a música, a moda, as regras de convivência social, o cinema, a pintura e a literatura... 
  • Jazz - música originalmente do povo negro dos Estados Unidos, caracterizada pelo ritmo sincopado, pela improvisação, pelas mudanças rápidas de tom e pelo emprego original dos instrumentos de percussão;
  • Charleston - é uma dança surgida na década de 1920 pouco depois da Primeira guerra mundial, sendo um divertimento dos cabarés, onde as mulheres dançavam e mostravam mais as pernas porque as saias eram mais curtas e tinham o cabelo à garçonne. O nome se origina da cidade de Charleston. na Carolina do Sul.
  • Foxtrote - é uma dança de salão de origem norte-americana, surgida por volta de 1912. Ela é caracterizada por movimentos longos e contínuos, cuja direção segue o sentido anti-horário, em andamento suave e progressivo.
  • Moda - Nessa época, a moda já estava livre dos espartilhos do século XIX. As saias já mostram mais as pernas e o colo. Na maquilhagem, a tendência era o batom. A boca era carmim, em forma de coração. A maquilhagem era forte nos olhos, as sobrancelhas eram tiradas e o risco pintado a lápis. A tendência era ter a pele bem branca. Foi a época de Hollywood em alta, e a maioria dos grandes estilistas da época, como Coco Chanel e Jean Patou, criaram roupas para grandes estrelas.

Prestando agora atenção à trama do livro, reconheço que há questões que se mantêm atuais, questões essas que estão ligadas aos valores. Não me choca particularmente nenhuma situação, pois a nossa sociedade também se comporta da mesma forma que a sociedade dos Anos 20, confrontados com a anomia social... Mas, apesar das cenas não serem para nós uma novidade, é um livro que transmite lições, o próprio narrador vai aprendendo a lidar com esse mundo fantástico, nunca deixando a sua personalidade mudar; isto é, ele mantém-se fiel aos seus valores. Eu identifico-me com este Nick Carraway. Daí ter gostado bastante de ler a sua narração dos factos.
Em relação ao próprio Gastby, personagem principal, gosto dele, mas sinto pena... É verdade que ele teve uma experiência de vida riquíssima, viu e viveu de tudo um pouco, mas ele nunca conseguiu alcançar a verdadeira felicidade... E há uns pontos da história que me surpreendem, pois no início julguei mal o Gatsby.
Realmente, como afirma o pai do narrador, logo no primeiro capítulo «De cada vez que te apetecer criticar alguém, lembra-te sempre de que nem toda a gente neste mundo gozou algum dia das vantagens que tu tens tido.»
Pode ler-se um excerto do livro aqui.



Pontuação do Livro
  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ




Sugestão

Para visualizar melhor como era a sociedade naquela época, aconselho a verem uns vídeos da novela brasileira "O Cravo e a Rosa" (2000), uma comédia romântica inspirada no clássico "A Fera Amansada", de William Shakespeare. A história localiza-se na cidade de São Paulo dos Anos 20 e narra o conflituoso romance entre o rude Petruchio e a fera Catarina, simpatizante dos ideais feministas, filha mais velha do banqueiro Nicanor Batista.
Há um documentário sobre este livro no Youtube feito pelo site «Maior fórum de documentários dublados ou legendados em língua portuguesa». Podem vê-lo aqui. Está bem construído ๑㋡๑ 
Outra sugestão é verem a recente adaptação do livro "O Grande Gatsby" para o cinema. Podem ver o trailer aqui.



Fontes:

"jazz", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/jazz [consultado em 30-05-2014].
"Charleston", in Wikipedia - A Enciclopédia Livre, http://pt.wikipedia.org/wiki/Charleston_(dan%C3%A7a) [consultado em 30-05-2014].
"Foxtrote", in Wikipedia - A Enciclopédia Livre, http://pt.wikipedia.org/wiki/Foxtrote [consultado em 30-05-2014].
"Moda Anos 20", in Wikipedia - A Enciclopédia Livre, http://pt.wikipedia.org/wiki/Moda#A_moda_nos_anos_1920 [consultado em 30-05-2014].
"Anomia social", in Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-05-30]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$anomia-social>.





(◡‿◡✿)




sábado, 10 de maio de 2014

"O Ouro" de Blaise Cendrars


Identificação do Livro



Autor: Blaise Cendrars
Título Original: L'or
Edições: Assírio & Alvim
Nº. de págs.: 176
Colecção: O Imaginário
Ano de edição: 2004
Classificação: Romance

Sinopse: Em meia dúzia de anos, Johann August Suter, o homem que atravessara a pé a fronteira entre a Suíça e a França, crivado de dívidas e fugido aos credores, cruzou o continente americano e ancorou na Califórnia, em vastos territórios inexpugnáveis, que, com sentido de organização e disciplina, começou a colonizar. Enriqueceu num instante. Depois, um dia, um operário descobre o ouro; e tão depressa quanto enriquecera, Suter vê os seus domínios invadidos, ocupados, destruídos. É o ouro, é o ouro!, grita Cendrars. O seu romance, linear, febril, vertiginoso, conta a história, esta história, com pormenores que, aqui e ali, acrescentam um sopro de tragédia àquilo que é um drama de três vinténs - ou de duzentos milhões, o que, para o caso, é absolutamente irrelevante.



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom



Excertos



"(...) A situação da Califórnia era extremamente precária. A sua própria existência estava em causa. Os estabelecimentos das Missões, que os jesuítas tinham edificado em todo o território da Velha Califórnia, da mesma forma que em todos os países do Ultramar, não conseguiram resistir à desagregação geral da Ordem, em 1767, passando para as mãos dos franciscanos. Foram estes que iniciaram a colonização da Nova Califórnia, onde os jesuítas nunca se tinham aventurado."



"(...) Se tivesse podido levar os meus planos até ao fim, ter-me-ia tornado, em pouco tempo, o homem mais rico do mundo: a descoberta do ouro arruinou-me."




Mais infos/Links



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