sexta-feira, 16 de julho de 2010

Biblioteca de Verão do JN e DN




Campanha Biblioteca de Verão do JN e DN

Assim, a partir de hoje, serão publicados, diariamente, os 27 livros que compõem esta fantástica coleção onde estão incluídos autores portugueses e estrangeiros... clássicos e modernos... mas intemporais. É uma boa sugestão!! Como já é costume, publicarei também algumas curiosidades sobre esses livros, os seus autores, etc...


Títulos da colecção





⊱✿◕‿◕✿⊰





domingo, 13 de junho de 2010

"A Estrela de Joana", de Paulo Pereira Cristõvão

Identificação do Livro


Autor: Paulo Pereira Cristóvão
Edições: Editorial Presença
Nº de Págs.: 192
Colecção: Grandes Narrativas
Ano de Edição: 2007
Classificação: Memórias e Testemunhos

Sinopse: Quem não recorda ainda o dramático caso de Joana Cipriano, a menina de oito anos, que em setembro de 2004, Portimão, foi dada como desaparecida? Para muitos ela será lembrada como um rosto num jornal ou revista, um pequeno rosto sorridente e alegre de alguém que gostava de viver. Este livro assume-se como uma homenagem à corajosa Joana, prestada por um dos três Agentes da Polícia Judiciária - o autor que é simultaneamente uma das personagens - especialmente destacados para ajudar os seus colegas do Algarve no processo de investigação. Relatado com grande vivacidade, ficamos a conhecer a dimensão da força por detrás daquele sorriso de menina. A Estrela de Joana é ainda para o leitor a oportunidade rara de espreitar o que se passa «do lado de dentro» de uma investigação. Além disso dá conta da generosidade e do empenhamento destes polícias que, por detrás da aparente rudeza e ironia que marcam os seus laços de companheirismo, revelam a sua profunda humanidade.



Opinião Pessoal


O caso da Joana ocorreu em Setembro de 2004, andava eu no 8º ano do ensino básico. Sei que foi um caso mediático, "andou nas bocas do mundo", mas não me chamou particularmente a atenção. Nessa altura eu estava na fase «Peace & Love» da adolescência, o completo  oposto da Joana...

A minha mãe comprou o livro porque interessou-se bastante pelo caso.
Lembro-me que se fazia comparações com o caso da Maddie McCann.

Em relação ao livro propriamente dito,
é sempre chocante e terrível ler histórias destas onde existe tanta maldade e narcisismo para com as pessoas. O livro é um relato de um caso de polícia verdadeiro, não é ficção, e isso dá um outro tom a toda a história e transmite outro sentimento a quem lê.
Mais uma vez, a Instituição da Família é posta em causa. Teoricamente e no «Mundo Perfeito», a Família seria o único lugar onde nós, pessoas, nos sentiríamos bem e em segurança. Mas na realidade não acontece isso, a Família, seja em qualquer tipo de sociedade, é palco de violência doméstica, maus tratos, abandono e abusos a menores.
A Joana foi mais uma criança que viveu na família errada...
A mãe da Joana é mais uma mulher que não tem vocação para ser Mãe...
O tio da Joana é mais um homem com os valores distorcidos, machista, não tem vocação para a família e que foi educado igualmente por uns maus pais...


Quem sofreu, não tem de fazer os outros sofrer.

"Não faças aos outros o que não queres que façam a ti" 




PONTUAÇÃO DO LIVRO


domingo, 16 de maio de 2010

"Ninguém Escreve ao Coronel", de Gabriel García Márquez

Identificação do Livro


Autor: Gabriel García Márquez
Título Original: El Coronel no tiene quien le escriba
Edições: Abril/Controljornal
Nº. de págs.: 95
Colecção: Colecção Novis - Biblioteca Visão
Ano de edição: 2000
Classificação: Romance

Sinopse: Com esta novela, o autor constrói um universo rico em emoções humanas, através de personagens inesquecíveis. O coronel e a sua mulher perderam o filho, recebendo como herança um valioso galo de combate que se torna fonte de rendimento, mas também uma despesa quase insustentável. Na pobreza, vivendo a crédito, o coronel espera todas as sextas-feiras, durante quinze anos, a chegada da pensão prometida por um governo há muito derrubado. Esta obra antecipa as qualidades literárias que culminam no romance Cem anos de solidão. Em 1982, Gabriel García Márquez recebeu o Prémio Nobel da Literatura.




PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰✰✰✰ - Bom






⊱✿◕‿◕✿⊰













domingo, 18 de abril de 2010

Quotes "Morrer à Sombra das Palmeiras















.¸¸.*♡*.¸¸.*☆*¸.*♡*.¸¸.







"Morrer à sombra das palmeiras" de Heinz Konsalik

Identificação do Livro


Autor: Heinz Konsalik
Título Original: "Wer Stirbt Schon Gerne Unter Palmen" (alemão)
Edições: Círculo de Leitores
Nº. de págs.: 277
Ano de edição: 1981
Classificação: Romance

Sinopse: O livro começa de uma maneira bastante inofensiva e despreocupada... mesmo até irónica, descritiva, quase como um moderno contador de histórias. E então, na praia de Norerney aparece uma garrafa-correio, velha de seis anos, com uma carta, onde um homem, perdido algures numa ilha isolada do Pacífico, pede que o ajudem. Pretende-se considerar aquela garrafa-correio como uma brincadeira estúpida, de mau gosto... uma garrafa não pode vir a nadar desde o Pacífico até às costas alemãs do Mar do Norte!
Mas depois, o relato dramático de Konsalik vai atingir-nos como um punho violento... desde um acontecimento perfeitamente casual até uma pequena ilha desabitada no meio do Oceano Silencioso, para onde Werner Bäcker foi atirado por um furacão assassino, não haverá nenhum leitor que não se sinta arrastado a partilhar da vida daquele homem perdido. Um homem que quer morrer, depois do mar lhe ter tirado a mulher e os filhos, mas que não se deixa arrastar pelo desgosto e pelo sofrimento; antes pelo contrário, quer ser tão forte para ir ao encontro da sua própria morte, e, quando já está suficientemente forte, começa a conquistar aquela pequena ilha solitária em que vive; aquele homem que subitamente, de um dia para o outro, já não está só, pois uma nova tempestade atirou com um homem e uma mulher também para a ilha, Werner Bäcker tornou-se, com a sua luta, o símbolo daquilo que um homem pode realizar e daquilo de que é capaz. 
Dois homens e uma mulher, sozinhos numa ilha desabitada, a mulher uma assassina, um dos homens um polícia, e o outro homem preso pela beleza daquela mulher e pronto para acreditar nela em tudo... são bem o exemplo de que bastam três pessoas para transformar um Paraíso num verdadeiro inferno. Como tudo isto está descrito, não junto à pele, mas penetrando nela, só um verdadeiro mestre da literatura o poderia fazer."




II. Opinião Pessoal


É uma história avassaladora e espectacular sobre a sobrevivência e a própria humanidade. Tornou-se um dos meus livros preferidos. Não consigo, de momento, escrevinhar algum texto lógico e coerente opinando acerca deste fantástico livro. Sendo isto apenas o desabafo de uma leitora rendida e extasiada pela história. Pena não haver mais infos na internet sobre o autor e o livro.



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ❤ - Favorito

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ




Mais infos



.¸¸.*♡*.¸¸.*☆*¸.*♡*.¸¸.






sábado, 20 de março de 2010

"O Demónio do Movimento", de Stefan Grabinski

Identificação do Livro


Autor: Stefan Grabinski
Título Original: Demon Ruchu
Edições: Cavalo de Ferro
Nº de págs.: 209
Ano de edição: 2003
Classificação: Contos

Sinopse: Este livro de contos, todos eles passados nas grandes locomotivas que atravessavam a Europa em inícios do século XX, são um claro exemplo da qualidade e originalidade de escrita de Stefan Grabinski. Cada conto desta obra explora a influência que o movimento e a velocidade artificiais (entenda-se criados pelo Homem) têm nas mais diversas personagens. Seguindo um pouco aquela corrente médica do século XIX que avisava que a velocidade excessiva de certos veículos modernos podia trazer várias e graves doenças, os contos de Grabinski falam-nos de homens e mulheres comuns que se transformam quando viajam num comboio. Estes são contos humorísticos, contos fantásticos, contos policiais, contos de terror mas sobretudo contos sobre a poesia da velocidade e do movimento.


Opinião Pessoal


Sou filha de um ferroviário.
Desde muito cedo estou ligada aos comboios, por isso gostei tanto destes contos!
O ambiente, os profissionais da ferrovia, os problemas típicos dessas profissões, os viajantes, o progresso e o modernismo, são coisas que me dizem algo!
Acredito que estas histórias possam não cativar o comum dos leitores, pois talvez interessem mais a um público específico. Contudo, aconselho a sua leitura,  nem que seja para conhecer um pouquinho deste mundo fantástico dos comboios. 



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom