quinta-feira, 21 de março de 2013
"O Livro do Chá" - Kakuzo Okakura
Identificação do Livro
Autor: Kakuzo Okakura
Nº. de págs.: 96
Ano de edição: 2007
Classificação: Ensaio
Sinopse: A Filosofia do Chá não é mero esteticismo na acepção vulgar do termo, porque exprime, conjuntamente com a ética e a religião, todo o nosso ponto de vista a respeito do homem e da natureza. É higiene, porque impõe limpeza; é economia, porque revela o conforto que existe na simplicidade, mais do que no que é elaborado e caro; é geometria moral na medida em que define o nosso sentido de proporção face ao universo. Representa o verdadeiro espírito da democracia oriental ao fazer de todos os seus partidários aristocratas no gosto.
Opinião Pessoal
Não tenho por hábito consumir literatura de autores japoneses. Contudo, este livro encontrava-se na Wooklet da Wook e decidi escolher uma pequena lista de livros para encomendar onde este se incluia.
Apesar do seu tom ser um tanto filosófico - a filosofia do chá, a filosofia da arte de viver - não me decepcionou e obrigou-me a fazer uma certa ginástica mental (o que é sempre bom!) para compreender os ideais apresentados. Lê-se numa manhã ou numa tarde, o livro é pequeno; mas para quem se deixa entrar no "vazio" do livro ou, para quem deixa o livro entrar em si - Taoísmo e Zenismo - num espaço de 2 horas consegue ler tudo.
O autor refere ainda as diferenças entre o Ocidente e o Oriente, e os problemas daí derivados, em várias áreas como a pintura, a arquitectura, o estilo de vida e até a forma como se valorizam as flores. Os contrastes são imensos, no entanto, já na sua época (1906) era criticável a cultura das massas - a massificação, plastificação do pensamento individual em prol da sociedade. Não esquecer que nos inícios do séc. XX surgiram na Europa e América várias correntes artísticas contra esse tipo de pensamento imposto, são exemplos o cubismo e o expressionismo.
Pondo essas questões de lado, o foco incide sobre o chá propriamente dito e todo um modo de vida simples e pacífico personalizado, isto é, com um toque pessoal, onde cada um podia deixar uma marca sua numa flor escolhida para a ocasião ou numa pintura... Okakura explicita bastante bem a finalidade, o objectivo do chá e a dinâmica por trás dele.
Como referi no início, não sou adepta de autores orientais, mas este cativou-me. Recomendo a sua leitura.
PONTUAÇÃO DO LIVRO
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
"Vendidas!", de Zana Muhsen
| Capa Edição 1993 |
Identificação do Livro
Autor: Zana MuhsenTítulo Original: Vendues!
Edições: 2ª edição
Nº. de págs.: 400
Colecção: ASA de Bolso
Ano de edição: 2005
Classificação: Memórias e Testemunhos
Colecção: ASA de Bolso
Ano de edição: 2005
Classificação: Memórias e Testemunhos
Sinopse:
Trezentos e cinquenta contos. Foi este o preço pelo qual Muthana Muhsen vendeu as filhas: Zana, de 15, e Nadia, de 14 anos. De pai iemenita e mãe britânica, Zana e Nadia viviam em Inglaterra.
Um dia, após o início daquilo que pensavam ser umas férias de sonho, viram-se casadas à força numa aldeia perdida do Iémen, onde vieram a sofrer toda a casta de violências e humilhações.
| Capa Edição 2001 |
Após oito anos de luta, Zana conseguiu fugir. Mas o seu filho, a sua irmã Nadia e a filha desta continuaram prisioneiros... Zana e a mãe juraram a si próprias fazê-los sair do Iémen. E Zana descreve neste livro a sua história e o combate que tem travado em prol da libertação da irmã.
Vendidas! é um documento de excepcional importância sobre uma das práticas mais aberrantes do mundo contemporâneo. A sua leitura, muitas vezes chocante, permite descobrir a realidade que se oculta por detrás da fachada pretensamente civilizada de alguns países e de algumas culturas.
Opinião Pessoal
| Capa Edição 2012 |
Mais uma cortina desvendada...
É impressionante como as pessoas são maldosas e gostam de fazer sofrer os outros....
Desde 1980 até agora, a cultura do Iémen não mudou: os valores e os costumes são os mesmos, as práticas sociais e os "joguinhos de poder e manipulação" mantêm-se, tal como o papel da mulher na sociedade continua a ser redutor... Não é correta a pressão colocada sobre os rapazes adolescentes para casarem, mas eles não sofrem tanto como as crianças meninas de 8 anos que, por causa de convenções estúpidas, deixam de ser crianças da noite para o dia...
Não culpo diretamente a religião, mas sim as pessoas!
Qual é o sentido dos homens iemnitas emigrarem, camuflarem-se na Cultura Ocidental e regressarem ao Iémen iguais? Porquê que não levam as coisas boas da civilização para as suas casas? Porquê que não tentam melhorar as condições de vida da sua família? Porquê que preferem as técnicas milenares rudimentares? A liberdade ocidental assusta-os assim tanto?
Como disse, não tem a ver com religião, tem a ver com as pessoas e os seus esquemas de manipulação e de poder.
É terrível viver daquela maneira.
Foi terrível para a Zana. Continua a ser terrível para Nadia.
E continuará a ser terrível para milhares de mulheres que vivem nos Países do Terceiro Mundo.
PONTUAÇÃO DO LIVRO
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Sugestões
Encontra-se atualmente à venda a reimpressão de 2012, em formato livro e e-book, com uma nova capa. Podem ver aqui na Wook. Está também disponível um excerto para ler =)
Na wikipedia encontram, em inglês, informações sobre Nadia, a irmã de Zana, que ainda se encontra no Iémen, pelo que pude apurar. Há também referências a artigos de jornais (em inglês) sobre os esforços de Zana para conseguir a libertação da irmã, do filho e dos sobrinhos.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
"Lady Almina e a verdadeira Downton Abbey - O legado perdido do Castelo de Highclere", de Condessa de Carnarvon

Identificação do Livro
Autor: Condessa de Carnarvon
Edições: Editorial Presença
Nº. de págs.: 264
Colecção: Grandes Narrativas
Ano de edição: 2013
Classificação: Romance
Sinopse: Este livro conta a verdadeira história do magnífico Castelo de Highclere, localizado numa paisagem de grande beleza, que inspirou, e onde tem sido filmada, a série de televisão de êxito mundial Downton Abbey. A quinta condessa de Carnarvon aqui retratada, Lady Almina, deu vida à ficcional Lady Cora Crawley e existem vários pontos de contacto entre personagens da série e pessoas reais que viveram no Castelo. A atual condessa, fascinada com o que foi descobrindo acerca do riquíssimo legado histórico de Highclere, decidiu escrever este livro extraordinário, apoiando-se na abundante documentação fornecida pelos arquivos do Castelo e registos pessoais como diários, cartas e fotografias, para reconstruir o ambiente peculiar de que se rodeou aquela família. Da pesquisa da autora resultou numa história empolgante que começa com o noivado e o casamento, em 1895, dos condes de Carnarvon e reflete o contraste entre o esplendor e requinte da vida no Castelo durante a época eduardiana com os tempos difíceis da Primeira Guerra Mundial, sequência temporal que vai revelando diferentes facetas da mulher notável que foi o centro vital da história do Castelo de Highclere. Uma obra onde o biográfico e o histórico se mesclam num registo a que não faltam acontecimentos, proporcionando entretenimento e uma leitura aliciante.
Opinião Pessoal
Primeiramente vi a série televisiva "Downton Abbey". Apaixonei-me! A história ronda tudo o que mais gosto: as transformações socioculturais em finais do séc. XIX e inícios do séc. XX; a Primeira Grande Guerra Mundial; o modo de vida da antiga aristocracia; os costumes e tradições da época; os avanços e recuos científicos e tecnológicos; entre outras coisas.
Obviamente quis ler este livro quando saiu para as bancas e não me arrependi. É uma obra interessantíssima e riquíssima em fatos históricos. A autora, atual Condessa de Carnarvon, partilhou dados curiosos que "enchem os olhos" aos adeptos de histórias reais. Recomendo a sua leitura, ainda mais para quem é fã da série televisiva como eu.
PONTUAÇÃO DO LIVRO
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Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ
Frases
"(...) Um homem inteligente sabe escolher as suas batalhas."
Mais infos
- Na Wook;
- Na Wikipedia - a série televisiva "Downton Abbey" [PT];
- No Youtube - genérico de abertura da série televisiva "Downton Abbey".
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
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