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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
"Vendidas!", de Zana Muhsen
| Capa Edição 1993 |
Identificação do Livro
Autor: Zana MuhsenTítulo Original: Vendues!
Edições: 2ª edição
Nº. de págs.: 400
Colecção: ASA de Bolso
Ano de edição: 2005
Classificação: Memórias e Testemunhos
Colecção: ASA de Bolso
Ano de edição: 2005
Classificação: Memórias e Testemunhos
Sinopse:
Trezentos e cinquenta contos. Foi este o preço pelo qual Muthana Muhsen vendeu as filhas: Zana, de 15, e Nadia, de 14 anos. De pai iemenita e mãe britânica, Zana e Nadia viviam em Inglaterra.
Um dia, após o início daquilo que pensavam ser umas férias de sonho, viram-se casadas à força numa aldeia perdida do Iémen, onde vieram a sofrer toda a casta de violências e humilhações.
| Capa Edição 2001 |
Após oito anos de luta, Zana conseguiu fugir. Mas o seu filho, a sua irmã Nadia e a filha desta continuaram prisioneiros... Zana e a mãe juraram a si próprias fazê-los sair do Iémen. E Zana descreve neste livro a sua história e o combate que tem travado em prol da libertação da irmã.
Vendidas! é um documento de excepcional importância sobre uma das práticas mais aberrantes do mundo contemporâneo. A sua leitura, muitas vezes chocante, permite descobrir a realidade que se oculta por detrás da fachada pretensamente civilizada de alguns países e de algumas culturas.
Opinião Pessoal
| Capa Edição 2012 |
Mais uma cortina desvendada...
É impressionante como as pessoas são maldosas e gostam de fazer sofrer os outros....
Desde 1980 até agora, a cultura do Iémen não mudou: os valores e os costumes são os mesmos, as práticas sociais e os "joguinhos de poder e manipulação" mantêm-se, tal como o papel da mulher na sociedade continua a ser redutor... Não é correta a pressão colocada sobre os rapazes adolescentes para casarem, mas eles não sofrem tanto como as crianças meninas de 8 anos que, por causa de convenções estúpidas, deixam de ser crianças da noite para o dia...
Não culpo diretamente a religião, mas sim as pessoas!
Qual é o sentido dos homens iemnitas emigrarem, camuflarem-se na Cultura Ocidental e regressarem ao Iémen iguais? Porquê que não levam as coisas boas da civilização para as suas casas? Porquê que não tentam melhorar as condições de vida da sua família? Porquê que preferem as técnicas milenares rudimentares? A liberdade ocidental assusta-os assim tanto?
Como disse, não tem a ver com religião, tem a ver com as pessoas e os seus esquemas de manipulação e de poder.
É terrível viver daquela maneira.
Foi terrível para a Zana. Continua a ser terrível para Nadia.
E continuará a ser terrível para milhares de mulheres que vivem nos Países do Terceiro Mundo.
PONTUAÇÃO DO LIVRO
- ❤ - Favorito
Sugestões
Encontra-se atualmente à venda a reimpressão de 2012, em formato livro e e-book, com uma nova capa. Podem ver aqui na Wook. Está também disponível um excerto para ler =)
Na wikipedia encontram, em inglês, informações sobre Nadia, a irmã de Zana, que ainda se encontra no Iémen, pelo que pude apurar. Há também referências a artigos de jornais (em inglês) sobre os esforços de Zana para conseguir a libertação da irmã, do filho e dos sobrinhos.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
"O Prenúncio das Águas", de Rosa Lobato de Faria
Identificação do Livro
Autor: Rosa Lobato de Faria
Edições: ASA
Nº de págs: 216
Colecção: ASA de Bolso
Classificação: ficção
Sinopse: Tendo como pano de fundo uma aldeia condenada a ficar submersa pelas águas de uma barragem, cinco narradores falam de si, completando, à medida que o fazem, uma história a que só o leitor terá direito...
Críticas:
"São raros os escritores que, como a autora de O Prenúncio das Águas, detêm detêm uma extraordinária fluência discursiva aliada a uma poderosa imaginação criadora, "viciando" o leitor nos jogos da paixão, do ciúme e da vingança. Em fundo, um universo ficcional onde o fantástico e o real se entrelaçam. Como ponte entre ambos, a complexidade simbólica da água: fonte de vida, centro de amor, agente da morte. Canto do cisne de uma aldeia real e mítica, luz que brilhará para sempre no fundo das águas".
Teresa Martins Marques
"Dotada de uma esplendorosa imaginação gótica , Rosa Lobato de Faria evidencia, como poucos romancistas, o poder, típico dos grandes ficcionistas, de aprisionar com firmeza o leitor no interior do seu fascinante universo, "fechando-o", durante duas ou três horas, a qualquer contacto com o mundo "cá de fora". Um notabilíssimo talento".
Eugénio Lisboa
Opinião Pessoal
Não vou fazer a sinopse com medo de contar a história toda (risos). Porque se contasse a vida de cada personagem + os enredos e etc... O factor mistério, na altura em que lessem este livro, já não existiria. E seria uma enorme pena!
Referencio só os nomes dos 5 narradores: Filomena, Tia Sebastiana, Pedro, Prof. Ivo Durães e Ausenda.
Assim, resumo-me apenas à minha opinião e experiência da leitura. É de facto muito pouco para quem nunca leu este livro, mas o objectivo é "deixar a pulga atrás da orelha".
Começo então pela organização do livro.
Não há capítulos numerados. Há sim grandes espaços que permitem identificar a tal mudança de capítulo. E se calhar nem se chamam capítulos, mas partes. E em cada uma das partes (contei 36, com uma média de 4 páginas), uma narrador fala aleatoriamente.
Gostei desta forma de organização, parecida com "O Memorial do Convento" de José Saramago. Intui ao leitor maior fluidez do discurso, assim como a ligação das diferentes histórias narradas, que no final se complementam umas às outras. É uma boa táctica usada pela escritora.
Dica:
Escrevam em cada início de capítulo/parte o nome do narrador. É uma forma de não perderem o fio à meada.
Quanto à história...Foi muito bem pensada e elaborada. Com forte carácter verídico (factor que me interessa bastante), aliado a uma "poderosa imaginação criadora", como criticou Teresa Martins Marques, mais acima.
Todas as personagens me fascinaram. Desde a Filomena com a sua atitude jovem e irreverente, à Tia Sebastiana com o seu passado e as suas lendas, ao Pedro como criança feliz, à Ausenda mais a sua família e mistérios, e ao Prof. Ivo Durães pela sua cultura e virtudes.
Todos eles estão ligados primeiramente pelo facto de serem naturais e gostarem da aldeia Rio do Anjo, que está para sempre condenada ao afogamento e esquecimento....
É fantástico o enredo e as tramas que se descobrem. Porque provocam a reflexão sobre as tradições e a maneira de pensar das pessoas daquela terra e em vários momentos históricos. Aprendi coisas novas =)
Foi o primeiro livro que li da escritora Rosa Lobato de Faria e gostei. Pretendo ler mais obras suas.
Aconselho também que o façam. Afinal de contas, é uma grande e admirada escritora portuguesa. Há que apoiar a literatura nacional ;)
PONTUAÇÃO DO LIVRO
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Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ
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