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quinta-feira, 28 de julho de 2016

"Dom Casmurro", de Machado de Assis



Identificação do Livro

Autor: Machado de Assis
Edições: Versão digital
Nº de Págs.: 105
Classificação: Romance



Opinião Pessoal

É a terceira obra que leio de Machado de Assis.
Gostei de "A Pianista"  e "O Alienista", mas realmente "Dom Casmurro" pertence a um nível mais elevado - é um Grande Clássico da Literatura Brasileira!


PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ❤ - Favorito











Sugestões

Há muitas infos na internet. Basta procurar.




domingo, 21 de fevereiro de 2016

"A Metamorfose", de Franz Kafka


Identificação do Livro

Autor: Franz Kafka
Título Original: Die Verwandlung
Edições: Leya
Nº de Págs.: 96
Coleção: Coleção BIS - Livros de Bolso
Ano de Edição: 2013
Classificação: Romance

Sinopse: «Certa manhã, ao acordar após sonhos agitados, Gregor Samsa viu-se na sua cama, metamorfoseado num monstruoso insecto.» É assim que começa «A Metamorfose», uma das mais emblemáticas obras de Franz Kafka. Nesta narrativa, o autor recorre à terrível metamorfose física e ao desespero da personagem para abordar os temas transversais a toda a sua obra: o comportamento humano, a impotência perante o absurdo e a frustração provocada por uma sociedade opressora e burocrática.



Opinião Pessoal

Das muitas interpretações que se pode tirar deste livro,
o que tem mais significado para mim é o facto de Gregor ser o sustento e o pilar da família, a responsabilidade caía toda sobre ele: o filho mais velho. Os pais não trabalhavam porque, aparentemente, tinham uma certa limitação devido à sua saúde, e estariam já reformados; enquanto que a irmã mais nova não trabalhava por ainda não ter idade, mas ajudava nas lidas domésticas e ocupava o seu tempo livre com aulas de violino. No entanto, a partir do momento que se dá a metamorfose, vê-se a irmã mais nova tomar as rédeas da família e os pais a procurarem trabalhos para poderem trazer comida para casa... Ou seja, de uma situação passiva, os membros daquela família passaram para uma situação ativa, dinâmica, em prol da sociedade.

Isto acontece em muitas famílias, onde alguém tem o peso total da responsabilidade sobre os ombros. Isso não é saudável e provoca conflitos a curto ou médio prazo.
Obviamente que há problemas de saúde que impossibilitam a pessoa de trabalhar, mas fora esses casos, todos os membros da família devem contribuir para o sustento da mesma, seja em trabalhos a tempo parcial ou nas ocupações das lidas domésticas (a economia doméstica continua a ser uma boa escola).


Particularmente, gostei do livro, foi menos cansativo que «O Processo»,  contendo também fortes críticas sociais, tão comum nas obras de Kafka.
Aconselho a sua leitura =)



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰✰✰✰ - Bom



Sugestões




✦ ✧ ✩ ✫ ✬ ✭ ✮ ✯ ✰


domingo, 17 de janeiro de 2016

"O Amante Japonês", de Isabel Allende


Identificação do Livro

Autor: Isabel Allende
Título Original: El Amante Japonés
Edições: Porto Editora
Nº de Págs.: 336
Ano de Edição: 2015
Classificação: Romance

Sinopse: Em 1939, quando a Polónia capitula sob o jugo dos nazis, os pais da jovem Alma Belasco enviam-na para casa dos tios, uma opulenta mansão em São Francisco. Aí, Alma conhece Ichimei Fukuda, o filho do jardineiro japonês da casa. Entre os dois brota um romance ingénuo, mas os jovens amantes são forçados a separar-se quando, na sequência do ataque a Pearl Harbor, Ichimei e a família - como milhares de outros nipo-americanos - são declarados inimigos e enviados para campos de internamento. Alma e Ichimei voltarão a encontrar-se ao longo dos anos, mas o seu amor permanece condenado aos olhos do mundo. 
Décadas mais tarde, Alma prepara-se para se despedir de uma vida emocionante. Instala-se na Lark House, um excêntrico lar de idosos, onde conhece Irina Bazili, uma jovem funcionária com um passado igualmente turbulento. Irina torna-se amiga do neto de Alma, Seth, e juntos irão descobrir a verdade sobre uma paixão extraordinária que perdurou por quase setenta anos. 
Em O amante japonês, Isabel Allende regressa ao estilo que tanto entusiasma o seu público, relatando de forma soberba uma história de amor que sobrevive às rugas do tempo e atravessa gerações e continentes.



Opinião Pessoal

É o primeiro livro que leio desta autora, foi-me oferecido como prenda de Natal. No entanto, eu já tinha ouvido falar muito dela, é uma escritora conceituada, com o seu lugar bem marcado, muito apreciada pelo público. Mas, como é autora de best-sellers, hesitei. Não sei porquê, comecei a ganhar uma certa aversão a autores best-sellers, dá-me ideia que escrevem por escrever, nem têm tempo de sentir o que escrevem para cumprirem os prazos da editora, daí tornar-se uma narrativa vazia de
conteúdo. Só que eu até gostei do livro, primeiro, porque fala dos tempos da Segunda Guerra Mundial nos Estados Unidos da América, uma perspetiva que enriquece sempre; segundo, porque a personagem principal é riquíssima nas suas vivências, e por último, porque mostra um modelo de lar para a terceira idade fantástico.

Ora, com respeito à Guerra propriamente dita, fiquei a saber que, quando o Japão se envolveu em confrontos com os EUA, todos os japoneses que viviam nos EUA foram constituídos suspeitos de traição, e levados para campos de concentração, em modo semelhante ao que se passou na Europa, mesmo aqueles japoneses que tinham dupla nacionalidade e os seus filhos que eram norte-americanos de gema, apesar da fisionomia oriental. É um facto que me choca! Os campos de concentração são lugares terríveis, onde não há liberdade, dignidade nem tempo. Acho que foi uma medida desmesurada e desproporcional. Só mostra o quão racistas e xenófebos o povo norte americano por ser, que não é capaz de lidar com as diferenças étnicas, originando crises de revolta civil, como aconteceu nos anos 50/60 com o povo negro.

Em relação à personagem principal, Alma Belasco, é uma anciã cheia de experiências e sentimentos, sobretudo porque viveu nos tempos da Guerra e só isso muda uma pessoa. Tal como todos os baús, guarda segredos. Se bem que na sinopse da capa o enredo é desmistificado (a meu ver, falha da editora), mas o conteúdo do livro consegue ainda surpreender o leitor em alguns momentos.

Falta-me então referir o tal modelo de lar para a terceira idade que achei maravilhoso e que deveria ser implementado aqui no país, de certeza que teria sucesso. Conhecer e respeitar o outro são as chaves fundamentais para que a estadia dos utentes seja benéfica, para além de uma boa equipa de auxiliares (pessoas competentes, humildes, e respeitadoras do espaço próprio de cada utente). A velhice é uma fase da vida que é estudada e respeitada - isto é lindo!


PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰✰✰✰ - Bom





Desafio




Sugestões




(◕‿◕✿)



domingo, 7 de junho de 2015

"Uma Desolação", de Yasmina Reza

Identificação do Livro


Autor: Yasmina Reza
Título Original: "Une désolation"
Edições: ASA
Nº de Págs.: 96
Colecção: Pequenos Prazeres
Ano de Edição: 2001
Classificação:


Sinopse: Um pai, no fim da sua vida, dirige-se ao filho para expressar-lhe toda a sua "desolação". Esse monólogo exprime o seu rancor contra todos - familiares, amigos, pessoas com quem se cruza na rua - mas muito particularmente contra o filho. Um filho que se converteu a uma época de conformismo brando, na qual imperam as aparências e a superficialidade. Um filho que escolheu ser um "adaptado" e cuja única ambição é ser feliz. Feliz. Uma palavra "asquerosa", inconveniente: "Teria preferido um filho criminoso ou terrorista do que um militante da felicidade".
Obra tonificante, construída com a energia do desespero. «Uma Desolação» é como que uma poderosa bofetada na cara de uma época - a nossa - que coloca os bons sentimentos à frente dos grandes carácteres. Um romance cáustico que, como escreveu a revista francesa Lire: "repousa sobre a convicção de que um homem alegre (quer dizer, trágico) é superior a um homem (estupidamente) feliz".



Opinião Pessoal

Samuel é um homem "desolado" com o que o rodeia, é um homem que não concorda nem aceita as mudanças no mundo... em tempos foi respeitado pela família e amigos, nunca contestado; mas agora ninguém lhe dava ouvidos, todos achavam que Samuel tinha parado no tempo, e isso desgostava-o. Senhor da razão e dos bons valores, Samuel opinava os comportamentos e as acções de todos, sendo que quase todos lhe viraram as costas  por considerarem-no "fora de moda" e "antiquado".... Só lhe restava a filha, o genro, o neto, a atual companheira... e o filho que andava a viajar pelo mundo. Será para esse mesmo filho "perdido" que este pai se vai abrir, num género de desabafo e confissão, algo dito apenas no fim da vida quando não se espera nada.

À priori, o leitor poderá não gostar de "ouvir" Samuel, pois parecerá antiquado, resmungão, chato e velho. Mas, por favor, atentem nas suas palavras. Este monólogo é delicioso! Quem ler, vai reconhecer-se em muitas partes, ou reconhecer alguém.

Nesta obra está presente a dicotomia alegria vs felicidade:

  1. Alegria = Manifestação de contentamento; prazer; júbilo; satisfação.
Alegre é aquele que sente ou causa alegria; contente; agradável.
  1. Felicidade = Estado de quem é feliz; ventura; boa fortuna; sorte; bom êxito.

Feliz é aquele que goza de felicidade; afortunado; próspero; ditoso; que teve bom êxito; bem executado; bem imaginado; venturoso; satisfeito; pessoa feliz.
Esta distinção leva-me a crer que Samuel já foi feliz, mas com o passar dos anos esse estado de espírito foi sendo substituído por momentos de alegria. E agora ele não entende como é que o filho pode ser feliz... daí perguntar-lhe constantemente isso.


Relembro que a obra pretende atacar, através da voz desolada e inconformada de Samuel, «a época de conformismo brando, na qual imperam as aparências e as superficialidades».
Ao longo de todo o livro vemos Samuel a atacar uma sociedade com a qual não se conforma, e a dar exemplos para tentarmos perceber o seu ponto de vista.


PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom



Sugestões

Encontrei duas boas opiniões para consultarem: TSF e Blogue «Dose Antimonotonia».
Sobre a autora Yasmina Reza há informação na Wook e também na Wikipedia [eng].





⊱✿◕‿◕✿⊰




Quotes "Uma Desolação"



















domingo, 8 de março de 2015

"A Honra Perdida de Katharina Blum", de Heinrich Böll

Identificação do Livro


Autor: Heinrich Böll
Título Original: Die verlorene Ehre der Katharina Blum
Edições: Abril/Controljornal
Nº. de págs.: 95
Colecção: Colecção Novis - Biblioteca Visão
Ano de edição: 2000
Classificação: Romance


Sinopse: Heinrich Böll foi um dos escritores alemães mais importantes do período que se seguiu à Segunda Guerra Mundial. A sua obra, orientada por uma perspectiva moral que se ergue contra a sociedade materialista, oscila entre a esperança e o absurdo da acção humana. Com "A Honra Perdida de Katharina Blum", o autor aborda o problema do terrorismo, do conservadorismo agressivo e da imprensa sensacionalista, que envolvem a protagonista numa teia de falsas acusações; arruinada a sua reputação, resta-lhe recuperar a honra perdida. Uma obra-prima controversa deste romancista que foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1972. 




Opinião Pessoal

Este romance foi escrito em 1974, e retrata essa mesma época dos anos 70 na Alemanha Ocidental.
Faz-se uma crítica mordaz à imprensa sensacionalista, aos repórteres e jornalistas sem escrúpulos que são capazes de distorcer totalmente a verdade, em nome da liberdade de imprensa, não respeitando a vida íntima e privada das pessoas comuns.
Critica-se as elites, aquelas pessoas que pertencem a uma classe invisível superior à própria sociedade, que não são julgados pelos seus actos e conseguem ilibar-se facilmente dispensando "uns dinheiros".
Critica-se a "má sorte" e a "onda de desgraças" que afetam as pessoas comuns e da classe média, devido à influência de gente sem valores que pretendem descrutinar em praça pública e destruir as suas vidas honradas e modestas...

Após isto, após ter perdido a sua honra, Katharina Blum, como tantas outras mulheres e homens que se sentiram injustiçados, faz o que acha correto para descansar a sua consciência.

Julgar estas pessoas, pelos seus actos, em estado de desespero, é muito difícil.
Porque, se nos colocarmos no seu lugar, compreendemos num instante os motivos que as levaram a agir de tal maneira.



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ❤ - Favorito




Sugestões

O autor foi Nobel da Literatura em 1972, como podem consultar aqui no site oficial «NobelPrize.org». Há um site dedicado à sua vida e obra aqui. Foi criada, em 1986, a Fundação Heinrich Böll, pelo Partido dos Verdes alemão, entrem aqui no site e vejam o plano de acção. Essa mesma fundação também tem uma filial no Brasil, como podem consultar nesta página do Facebook.
Na wikipedia    existem igualmente informações sobre o autor.

Em relação ao livro «A Honra Perdida de Katharina Blum», encontra-se à venda na Wook e para troca na Winkingbooks.

Em 1975, fez-se uma adaptação para o cinema, ver página IMDB - Internet Movie DataBase.




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Quotes "A Honra Perdida de Katharina Blum"













domingo, 15 de fevereiro de 2015

"Os Fidalgos da Casa Mourisca", de Júlio Dinis

Identificação do Livro 


Autor: Júlio Dinis

Edições: Figueirinhas
Nº. de págs.: 400
Ano de edição: 1969
Classificação: Romance


Sinopse: Publicado no ano da morte do autor, este romance foca o progresso da burguesia e a consequente decadência da nobreza. As personagens são, em geral, vagas, sem definição psicológica, servindo principalmente como elemento estrutural do conteúdo.
A sequência temporal é evidente e marcada pelas várias circunstâncias que vão constituindo a ação, com as personagens perfeitamente integradas, desempenhando as suas várias funções e dando-nos a conhecer os seus pensamentos.  




Opinião Pessoal



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ❤ - Favorito




Sugestões



Há muita informação na internet!
Consultem, por favor, o site Luso-Livros e a Infopedia, para começar.
Depois atentem à peça de teatro adaptada por Alice Ogando e realizada por Pedro Martins, em 1963. Podem vê-la aqui no Youtube de forma completa.
Só se conhece duas adaptações cinematográficas, a primeira em 1921 e a segunda em 1938.
Consultar a opinião no blogue «Tempo de Ler».

Podem ler a versão digital do livro aqui. 



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domingo, 18 de janeiro de 2015

"Quartéis de Inverno", por Osvaldo Soriano

Identificação do Livro


Autor: Osvaldo Soriano
Título Original: Cuarteles de Invierno
Edições: ASA
Nº. de págs.: 160
Colecção: Letras do Mundo
Ano de edição: 1994
Classificação: Romance

Sinopse: "Humor negro, acção vertiginosa, diálogos breves e fulgurantes, um estilo rápido e seco como o de um Hemingway heróico-cómico, fazem deste romance uma leitura apaixonante", escreveu Italo Calvino a propósito de um outro livro do autor. As mesmas palavras poderiam aplicar-se a «Quartéis de Inverno», a obra mais importante de Osvaldo Soriano.
Quando, em plena ditadura militar, o exército argentino promove uma festa grandiosa para celebrar o novo status quo, as figuras inesquecíveis de um boxer e de um cantor de tangos emergem, como símbolos universais de um combate tremendo pela sobrevivência e pela dignidade.
Diferente da maior parte dos autores latino-americanos, Soriano escreve como uma testemunha de um período negro da história do seu país, sem no entanto jamais cair no habitual "folclore" da literatura comprometida e panfletária. Daí que «Quartéis de Inverno» nos transmita de um modo excepcional a crueldade que a violência possui quando se torna quotidiana e inexplicável. Em duas palavras: uma obra-prima.



Opinião Pessoal


De leitura fácil, vocabulário acessível, personagens que retratam pessoas simples, histórias pigmentadas de realismo, foco nos problemas sociais, cenários de violência quotidiana... São estes os traços gerais da obra publicada em 1982 pelo argentino Osvaldo Soriano. O autor tem como característica escrever histórias sobre o dia-a-dia das pessoas comuns, o que não é apreciado por uma grande parte dos leitores e críticos, De resto, Soriano, graças à sua experiência pessoal, transpõe para o papel situações baseadas nos conflitos existentes no seu país natal, assim como das problemáticas globais decorrentes do Braço de Ferro entre o Socialismo Soviético e as Democracias Ocidentais (mais concretamente os EUA); afirma-se pois, desta forma, o alto nível literário que as obras do argentino revestem.

Especificamente esta obra «Quartéis de Inverno», mostra como as ditaduras militares influenciam negativamente as populações, afrouxam a cultura e a educação, menosprezam o valor de cada indivíduo... atrás de slogans e campanhas publicitárias do género: «Povo e Forças Armadas unidos no Destino Comum de Paz e Grandeza».

Cá em Portugal viveu-se um período como esse, apelidado de Estado Novo, entre 1933 e 1974.

Os personagens principais de «Quartéis de Inverno»:
    Galván, o cantor
              +
    Rocha, o pugilista
Tornam-se amigos, camaradas, durante a estadia na povoação de Colonia Vela onde reina a "paz militar".



PONTUAÇÃO DO Livro

  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom


Sugestões


Com base neste livro, Peter Lilienthal produziu um filme em 1984, rodado em Cuba, com o nome «Das Autogramm»
Na wikipedia podem encontrar-se mais informações sobre o autor.



。◕‿◕。








domingo, 16 de novembro de 2014

"Vai Aonde Te Leva O Coração", de Susanna Tamaro

Identificação do Livro


Autor: Susanna Tamaro
Título Original: Va' Dove Ti Porta Il Cuore
Edições: Editorial Presença
Nº de págs.: 118
Coleção: Grandes Narrativas
Ano de Edição: 2001
Classificação: Romance


Sinopse: Antes de mais, importa dizer que estamos perante um romance já célebre e celebrado pelos seus múltiplos êxitos, desde o facto de se ter convertido no livro mais vendido em Itália nas últimas décadas até às numerosas traduções no mundo inteiro. Livro-Sensação, Livro de descoberta ou de redescoberta, e por isso mesmo um livro não alheio à diversidade de reações. Através de um registo em que três gerações de mulheres dialogam, numa voz que reconta as suas vidas, Susanna Tamaro serve-se dessa estrutura narrativa para confrontar os diferentes tempos vividos e reavaliar este ciclo geracional. A leitura deste livro é enleante, quase hipnótica, comovente, o que justifica talvez o seu imenso sucesso internacional. De resto, a circulação do livro a esta escala surpreendente deve-se a um fenónemo de passagem de testemunho de leitor para leitor traduzido numa verdadeira consagração pública do romance de Susanna Tamaro que o tem mantido ininterruptamente no topo das preferências de leitura.


Opinião Pessoal

Ler histórias baseadas em factos reais, ou mesmo ler histórias reais, é forte, chocante e emocionante. As palavras levam-nos para esses cenários onde existia o medo, a guerra ou a alegria e o amor. Imaginar-nos nesses locais, a viver os acontecimentos na própria pele, é um exercício automático que qualquer leitor faz :)
Mas ler as "mentes das personagens", como se de um diário pessoal se tratasse, é terrível e poderoso! Por instantes, parece que o livro fala diretamente connosco e aponta a nossa personalidade, o nosso comportamento com determinadas pessoas, os nossos medos e anseios, os nossos defeitos, as nossas sombras, ... "Vai Aonde Te Leva O Coração" é assim... 


"Gnosei Seauton" [grego]
...Conhece-te a ti mesmo...



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ❤ - Favorito

Sugestões

À venda na Wook, onde é possível ler um excerto do livro.







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domingo, 19 de outubro de 2014

"A Oeste do Pôr-do-Sol", de Dirk Bogarde

Identificação do Livro

Autor: Dirk Bogarde
Título Original: West of Sunset
Edições: Difel - Difusão Editorial
Nº de págs.: 317
Ano de Edição: 1987
Classificação: Romance

Sinopse: A Oeste de Sunset Boulevard só o Oceano Pacífico; a oeste do pôr-do-sol apenas a eternidade... Hugo Arlington, jovem escritor consagrado, foi de Inglaterra para os Estados Unidos a fim de fazer pesquisa para o seu último livro e morre tragicamente num acidente de automóvel. Suicídio premeditado?
Abandonada e na penúria, Alice, a viúva, e as duas filhas, vêem-se forçadas a trocar os esplendores de Beverly Hills por uma modesta existência na zona ocidental de Los Angeles. Rodeada de amigos auto-exilados, como ela, sem motivos para ficar nem lugar para onde ir, Alice procura aceitar um futuro sem Hugo.
No entanto, sob a aparente calma da sua nova vida de expatriada, existem verdades que lutam para atingir a superfície: a memória de Hugo Arlington não morre e o passado tem dívidas que é necessário saldar.
De escrita tensa e primorosa, simultaneamente duro, romântico e divertido, «A Oeste do Pôr-do-Sol» é o retrato de um grupo de personagens inesquecíveis, observadas com astúcia.


Opinião Pessoal

Num mundo com glamour , cocktails, festas, flirts, ... Há sempre algo que não está bem. A Felicidade não reside aí, e quanto mais tarde nos apercebermos disso, pior.
O mundo das artes do espetáculo, da literatura, da pintura, da escultura, da moda, é um mundo paralelo. Os artistas são pessoas muito peculiares, com identidade muito própria, alguns são bastante excêntricos nos seus modos de falar e vestir, outros são mais reservados e pacatos. Há também aqueles considerados "normais", que não fogem dos parâmetros ditos normais da sociedade, e convivem com os de lá e os de cá... Bom, há artistas para todos os gostos.
O que pretendo focar é a suscetibilidade de certas pessoas estarem mais expostas aos perigos/vícios/tentações.
É do conhecimento geral as várias loucuras cometidas por gente da alta socialite, figuras públicas, artistas de renome... Essas loucuras podem ir desde o consumo excessivo de álcool e medicamentos, o convívio com delinquentes e gangsters, o vício do jogo, drogas, até à pornografia.
É verdade que são pessoas como nós e errar é humano. Mas devido à exposição pública dos seus hábitos, do seu estilo e modo de vida, essas pessoas carregam em si a responsabilidade de transmitirem o seu exemplo aos outros!

Creio estar já a divagar...

Bom, Hugo Arlington, como se descobre na história, esconde um aspeto obscuro da sua personalidade, que a própria esposa desconhece....
A questão é precisamente a que mencionei anteriormente: «a suscetibilidade de certas pessoas estarem mais expostas aos perigos/vícios/tentações»... Talvez por serem de fraco caráter e deixarem-se influenciar facilmente, ou desde sempre tiveram um "pequeno génio mau" dentro de si que se vai revelando... A verdade é que, essas pessoas acabam por cometer atos graves e não têm essa consciência (ou têm personalidade dupla!). O resultado é terrível! Descobre-se coisas horríveis capazes de destruir famílias, relações de amizade e sentimentos. 

O autor do livro, Dirk Bogarde, viveu de perto esse mundo fantástico de artistas e conheceu perfeitamente os dilemas deles. Esta história é baseada na sua experiência. Tal como está escrito na contracapa do livro:
"Em todas as obras tem procurado manter uma atenta e desapaixonada observação dos comportamentos humanos, em especial no que respeita ao mundo do cinema, que tão de perto conhece."

No entanto, este livro não refere apenas o lado mau das pessoas, também apresenta fatos interessantes sobre algumas personagens, que fazem-nos refletir no porquê das coisas ou dão uma justificação tão simples para algo que nós não tínhamos e daí surpreendemo-nos por olharmos a mesma questão de uma outra maneira =)

Posto isto, resta-me apenas aconselhar a sua leitura.
É bom irmos conhecendo os bastidores, levantar a cortina, ...


PONTUAÇÃO DOS LIVROS

  • ✰✰✰✰ - Bom



Sugestões

Dirk Bogarde foi um notável actor britânico.
Encontra-se muita informação sobre a sua vida e obra literária (carreira que também abraçou a partir de 1977). Consultem a página da wikipedia.



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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

"Um Rei na Manga de Hitler - Conspiração em Lisboa", de José Goulão


Identificação do Livro


Autor: José Goulão
Edições: Gradiva
Nº de págs.: 524
Colecção: Fora de Colecção
Ano de Edição: 2013
Classificação: Romance

Sinopse: Verão de 1940. A Inglaterra resistia ao fogo cerrado da aviação nazi. Portugal vivia a chamada neutralidade salazarista, através da qual a elite da ditadura tirava proveito da tragédia alheia. Na vivenda de um banqueiro português, em Cascais, Hitler tinha debaixo de olho o seu «Pétain inglês», o ex-rei Eduardo VIII de Inglaterra, então Duque de Windsor. Este debatia-se num dilema: seguir o caminho da traição, que o faria regressar ao trono ao serviço dos nazis; ou tomar o paquete rumo às Bahamas para assumir o lugar de governador, que o irmão e sucessor, o rei Jorge VI, lhe atribuíra.
Um manuscrito saído de uma gaveta onde esteve sepultado durante meio século, num casarão da Avenida Elias Garcia, em Lisboa, revela os segredos desta intriga internacional vivida entre Lisboa, Peniche e o Tejo fronteiriço. Uma intriga cujo desfecho foi decisivo na Segunda Guerra Mundial e nas intenções do ditador Franco para atacar Portugal. Uma narrativa inspirada em factos reais, interpretada por heroínas e heróis de carne e osso que arriscaram a vida para desatar as tramas tecidas entre os chefes nazis e regimes colaboracionistas. Uma acção passada sob o flagelo de guerra, de contrastes entre um amor de conveniência e amores genuínos, tão fortes que sobreviveram aos desencontros da vida, e à própria morte. O retrato escondido de uma época dramática, num país vigiado e subjugado, mas em que muita gente lutou inconformada e corajosamente pela liberdade.



Opinião Pessoal


Influenciada pela minha professora de português do ensino secundário, não gosto de jornalistas escritores. Porque parece que em Portugal todos esses jornalistas pretendem ser "best-sellers" à semelhança dos contemporâneos norte-americanos.
Consequentemente, evito comprar livros escritos por jornalistas.

Ora, esta foi uma exceção por causa do tema.
Como já disse, fascina-me tudo o que esteja relacionado com as Grandes Guerras Mundiais, e este livro fala precisamente sobre a influência da 2ª Guerra em Portugal: INTERESSANTÍSSIMO.
A curiosidade e o "faro de jornalista" ajudaram o autor a criar o enredo com base em perguntas e factos reais: E se o Duque de Windsor tivesse tomado partido por Hitler? Haveria simpatia pelos ideais nazis?

Gosto, sinceramente, pelo cenário da história ser Portugal.
É tão interessante "viver" os anos 40 portugueses! Conhecer as pessoas, as convenções sociais, os espaços, as relações, os amores, ...

Um bom livro, sim senhor  =)



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom


Sugestões






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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Quotes "Nove Mil Dias e uma só Noite"






























⊱✿◕‿◕✿⊰






"Nove Mil Dias e uma só Noite", de Jessica Brockmole

Identificação do Livro


Autor: Jessica Brockmole
Título Original: Letters From Skye
Edições: Editorial Presença
Nº. de págs.: 256
Coleção: Grandes Narrativas
Ano de edição: 2014
Classificação: Romance

Sinopse: Março de 1912. A jovem poetisa Elspeth Dunn nunca saiu da remota ilha escocesa de Skye, onde vive, e é com grande surpresa que recebe a primeira carta de um admirador do outro lado do Atlântico. É o início de uma intensa troca de correspondência que culminará num grande amor. Subitamente, a Europa vê-se envolvida numa Guerra Mundial, e o curso normal das vidas é abruptamente interrompido. Junho de 1940. O Velho Continente vive mais uma vez o tormento de um conflito mundial e uma nova troca epistolar incendeia os corações de dois amantes, desta vez o de Margareth, filha de Elspeth, e o do jovem piloto da Royal Air Force por quem se apaixonou. Cheio de glamour e de pormenores de época, este romance faz a ponte entre as vidas de duas gerações - os seus sonhos, as suas paixões e esperanças -, e é um testemunho do poder do amor sobre as maiores adversidades.


Opinião Pessoal


A história é muito boa, acontece nos dois momentos mais marcantes da humanidade e só esse facto já vale muito. É um romance rotulado tipicamente de «feminino» ou «mais desejável ao público feminino».

A técnica de narração - dividir o relato em duas gerações, como que escrevendo duas histórias ao mesmo tempo, neste caso de Elspeth Dunn e de Margareth Dunn - não é uma novidade. O que faz com que seja uma boa técnica é a ligação que a autora faz. Quero com isto referir-me às decisões/escolhas/opções que as personagens da 1ª geração tomaram e que influenciaram as personagens da 2ª geração.

Tenho lido críticas a respeito dos diálogos... Estes realmente parecem-me muito atuais, com vocabulário e expressões usadas agora; mas talvez seja isso que torna esta história tão próxima! Até encontrei bastantes coincidências comigo, o que pode não acontecer com outras pessoas, como é óbvio.

Para terminar, aconselho a sua leitura. Pode parecer uma «história de meninas», mas não é. Acredito que "eles" também vão gostar porque de certeza irão rever-se em alguma personagem Happy/Smile


PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ❤ - Favorito



Book Trailer





Sugestões


Leiam um excerto da obra aqui.

E já agora, aconselho também a lerem "O Outro Lado da Verdade", de Marcos Bessa. Apesar de ser um autor português, num contexto histórico muito diferente, a técnica narrativa é semelhante, e o fim inesperado Happy/Smile.



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