sábado, 14 de junho de 2014

Quotes "O Grande Gatsby"








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"O Grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald

Identificação do Livro


Título Original: The Great Gatsby
Edições: Abril/Controljornal
Nº. de págs.: 189
Colecção:  Colecção Novis - Biblioteca Visão 5
Ano de edição: 2000
Classificação: Romance
Sinopse: A celebridade de F. Scott Fitzgerald deve-se, em grande parte, ao êxito que obteve com O Grande Gatsby. É um romance que retrata uma geração e evidencia as contradições do «sonho americano». A glória e a decadência do self-made man, a ambição e a busca desenfreada do dinheiro, a corrida em direção a um futuro tão prometedor como ilusório, tudo sobre o fundo de uma intriga amorosa, são ingredientes para construir uma história fascinante. No entanto, esta obra não se limita a exibir o mundo da Idade do Jazz, nem a relatar as peripécias de um drama sentimental, pois alerta, quase como uma alegoria, para questões centrais que mantêm a sua acutilância nos dias de hoje.


Opinião Pessoal


"O Grande Gatsby" é deveras um bom  livro. Gostei particularmente do narrador, Nick Carraway, que nos leva a conhecer um pouco dos «Loucos Anos 20» nos EUA. Este período pós-guerra, onde a humanidade "acaba de acordar de um pesadelo", é caraterizado pela busca rápida da felicidade e bem-estar. As pessoas passam a viver segundo a máxima latina "Carpe Diem", que quer dizer aproveita o momento, e a população dos EUA são um ótimo exemplo disso. Para além da guerra , foram-se desenvolvendo e criando novas coisas na Cultura e na Ciência; foco particularmente, a música, a moda, as regras de convivência social, o cinema, a pintura e a literatura... 
  • Jazz - música originalmente do povo negro dos Estados Unidos, caracterizada pelo ritmo sincopado, pela improvisação, pelas mudanças rápidas de tom e pelo emprego original dos instrumentos de percussão;
  • Charleston - é uma dança surgida na década de 1920 pouco depois da Primeira guerra mundial, sendo um divertimento dos cabarés, onde as mulheres dançavam e mostravam mais as pernas porque as saias eram mais curtas e tinham o cabelo à garçonne. O nome se origina da cidade de Charleston. na Carolina do Sul.
  • Foxtrote - é uma dança de salão de origem norte-americana, surgida por volta de 1912. Ela é caracterizada por movimentos longos e contínuos, cuja direção segue o sentido anti-horário, em andamento suave e progressivo.
  • Moda - Nessa época, a moda já estava livre dos espartilhos do século XIX. As saias já mostram mais as pernas e o colo. Na maquilhagem, a tendência era o batom. A boca era carmim, em forma de coração. A maquilhagem era forte nos olhos, as sobrancelhas eram tiradas e o risco pintado a lápis. A tendência era ter a pele bem branca. Foi a época de Hollywood em alta, e a maioria dos grandes estilistas da época, como Coco Chanel e Jean Patou, criaram roupas para grandes estrelas.

Prestando agora atenção à trama do livro, reconheço que há questões que se mantêm atuais, questões essas que estão ligadas aos valores. Não me choca particularmente nenhuma situação, pois a nossa sociedade também se comporta da mesma forma que a sociedade dos Anos 20, confrontados com a anomia social... Mas, apesar das cenas não serem para nós uma novidade, é um livro que transmite lições, o próprio narrador vai aprendendo a lidar com esse mundo fantástico, nunca deixando a sua personalidade mudar; isto é, ele mantém-se fiel aos seus valores. Eu identifico-me com este Nick Carraway. Daí ter gostado bastante de ler a sua narração dos factos.
Em relação ao próprio Gastby, personagem principal, gosto dele, mas sinto pena... É verdade que ele teve uma experiência de vida riquíssima, viu e viveu de tudo um pouco, mas ele nunca conseguiu alcançar a verdadeira felicidade... E há uns pontos da história que me surpreendem, pois no início julguei mal o Gatsby.
Realmente, como afirma o pai do narrador, logo no primeiro capítulo «De cada vez que te apetecer criticar alguém, lembra-te sempre de que nem toda a gente neste mundo gozou algum dia das vantagens que tu tens tido.»
Pode ler-se um excerto do livro aqui.



Pontuação do Livro
  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ




Sugestão

Para visualizar melhor como era a sociedade naquela época, aconselho a verem uns vídeos da novela brasileira "O Cravo e a Rosa" (2000), uma comédia romântica inspirada no clássico "A Fera Amansada", de William Shakespeare. A história localiza-se na cidade de São Paulo dos Anos 20 e narra o conflituoso romance entre o rude Petruchio e a fera Catarina, simpatizante dos ideais feministas, filha mais velha do banqueiro Nicanor Batista.
Há um documentário sobre este livro no Youtube feito pelo site «Maior fórum de documentários dublados ou legendados em língua portuguesa». Podem vê-lo aqui. Está bem construído ๑㋡๑ 
Outra sugestão é verem a recente adaptação do livro "O Grande Gatsby" para o cinema. Podem ver o trailer aqui.



Fontes:

"jazz", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/jazz [consultado em 30-05-2014].
"Charleston", in Wikipedia - A Enciclopédia Livre, http://pt.wikipedia.org/wiki/Charleston_(dan%C3%A7a) [consultado em 30-05-2014].
"Foxtrote", in Wikipedia - A Enciclopédia Livre, http://pt.wikipedia.org/wiki/Foxtrote [consultado em 30-05-2014].
"Moda Anos 20", in Wikipedia - A Enciclopédia Livre, http://pt.wikipedia.org/wiki/Moda#A_moda_nos_anos_1920 [consultado em 30-05-2014].
"Anomia social", in Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-05-30]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$anomia-social>.





(◡‿◡✿)




sábado, 10 de maio de 2014

"O Ouro" de Blaise Cendrars


Identificação do Livro



Autor: Blaise Cendrars
Título Original: L'or
Edições: Assírio & Alvim
Nº. de págs.: 176
Colecção: O Imaginário
Ano de edição: 2004
Classificação: Romance

Sinopse: Em meia dúzia de anos, Johann August Suter, o homem que atravessara a pé a fronteira entre a Suíça e a França, crivado de dívidas e fugido aos credores, cruzou o continente americano e ancorou na Califórnia, em vastos territórios inexpugnáveis, que, com sentido de organização e disciplina, começou a colonizar. Enriqueceu num instante. Depois, um dia, um operário descobre o ouro; e tão depressa quanto enriquecera, Suter vê os seus domínios invadidos, ocupados, destruídos. É o ouro, é o ouro!, grita Cendrars. O seu romance, linear, febril, vertiginoso, conta a história, esta história, com pormenores que, aqui e ali, acrescentam um sopro de tragédia àquilo que é um drama de três vinténs - ou de duzentos milhões, o que, para o caso, é absolutamente irrelevante.



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom



Excertos



"(...) A situação da Califórnia era extremamente precária. A sua própria existência estava em causa. Os estabelecimentos das Missões, que os jesuítas tinham edificado em todo o território da Velha Califórnia, da mesma forma que em todos os países do Ultramar, não conseguiram resistir à desagregação geral da Ordem, em 1767, passando para as mãos dos franciscanos. Foram estes que iniciaram a colonização da Nova Califórnia, onde os jesuítas nunca se tinham aventurado."



"(...) Se tivesse podido levar os meus planos até ao fim, ter-me-ia tornado, em pouco tempo, o homem mais rico do mundo: a descoberta do ouro arruinou-me."




Mais infos/Links



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terça-feira, 15 de abril de 2014

Quote "A Arte de Amar"










"A Arte de Amar", de Elizabeth Edmondson



Identificação do Livro


Autor: Elizabeth Edmondson
Título Original: The Art Of Love
Edições: ASA
Nº. de págs.: 400
Colecção: Literatura Romance
Ano de edição: 2009
Classificação: Romance

Sinopse: "Polly Smith está a tentar sobreviver enquanto artista quando Oliver, seu amigo e mecenas, a convida a ir para casa do pai no Sul de França. Entusiasmada por poder fugir do frio e da chuva de Londres e do noivo monótono, Polly pede a sua certidão de nascimento para poder requerer um passaporte. Mas é aí que o seu mundo desaba: aquela que sempre pensou ser sua mãe é, na verdade, sua tia; a identidade do pai é desconhecida e até o seu próprio nome não está correcto. A sua «fuga» para o sol da estimulante da Riviera imprime uma nova vida à sua pintura, mas nem tudo corre bem na mansão onde está hospedada. O pai de Oliver foi forçado a abandonar a Inglaterra no meio de um escândalo e, apesar do sofisticado e cosmopolita grupo de amigos que o rodeia, está prestes a ser apanhado pelo seu passado. E, embora Polly se encontre no centro de uma teia de mentiras, o seu próprio futuro começa a tomar um novo e fascinante rumo..."



Opinião Pessoal


Sinceramente, não gostei deste livro, desta história, nem da autora.
Não é uma escritora brilhante apesar dos seus livros serem bestseller's. O seu tipo e a sua forma de escrita é simples, mas não é cativante nem envolvente.
Primeiramente, o que me desgostou foi a capa escolhida pela editora ASA porque não tem nada a ver com a história, e depois foi a sinopse que está mal feita; estes dois pontos, capa e sinopse, induzem o leitor em erro, o que não deveria acontecer. Se atentarmos na versão inglesa pela editora HarperCollins Publishers, tanto a capa como a sinopse estão de acordo com a história (ver aqui), porque contextualizam no tempo e no espaço a acção.
Em segundo, a construção das personagens não foi a mais bem sucedida, exceptuando-se Polly, a personagem principal, que a meu ver é a única que se salva. A autora criou uma teia de personagens interligadas entre si numa nuvem de coincidências bizarras - eu acredito em coincidências, contudo a autora exagerou e fantasiou um pouco. A saída de algumas personagens foi forçada, como aconteceu com Roger, noivo de Polly, e Sir Walter, o vilão da história - o que dá a ideia errada de que podemos enterrar os nossos problemas pois eles não irão aparecer. Seria mais enriquecedor haver um confronto final entre Polly e Roger ou com Sir Walter.
Devido a esta mixórdia de histórias individuais a ocorrerem ao mesmo tempo, penso que Elizabeth Edmondson tem mais jeito para escrever guiões de filmes do que livros, é que a divisão dos capítulos corresponde tal e qual a cenas de filmes (take 1, take 2, take 3, etc...). Esta autora não chega aos calcanhares da portuguesa Rosa Lobato de Faria, que também usou no seu livro "O Prenúncio das Águas" essa técnica da divisão dos capítulos de acordo com a visão de cada personagem. Se repararem, "A Arte de Amar" não perderia nada se fosse adaptado para o cinema.
Em terceiro lugar, não me pareceu haver um rigor histórico. É verdade que se menciona as pinturas vanguardistas dos inícios do séc. XX, juntamente com a vida precária dos artistas em geral. Mas Sommerset Maugham faz isso mil vezes melhor com mais qualidade, precisão e rigor, tal como se vê em "A Lua e Cinco Tostões".
Por último, há alguns pontos que poderão ser considerados interessantes, nomeadamente quanto ao pensamento da época e a alguns costumes ou práticas da sociedade londrina, mas não são suficientes para eu dizer que o livro vale a pena.
Em jeito de conclusão, este tipo de livrosbestseller's são para leitores menos exigentes, pessoas atarefadas com o seu dia a dia e/ou com pouca prática de leitura. Como disse mais acima, a escrita é simples e perfeitamente compreensível, há escândalos corriqueiros e intrigas, uma boa história para se vender porque não obriga o leitor a pensar muito.



PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰ ✰ - Fraco



Mais infos






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domingo, 9 de março de 2014

"Silêncio de Ferro", de Marcello Fois

Identificação do Livro

Autor: Marcello Fois
Título Original: Ferro Recente
Edições: Edições ASA
Nº de Págs.: 152
Coleção: Pequenos Prazeres
Ano de Edição: 2003
Classificação: Romance

Sinopse: A Sardenha, onde Marcello Fois nasceu, ficou marcada para sempre pela violência típica das velhas épocas contemporâneas da dominação romana.
Este romance, que se debruça sobre três assassinatos bárbaros e inexplicados, que a justiça tende a ligar a um longínquo caso de terrorismo, reflecte toda a dureza dessa terra obscura e martirizada. Para lá da superfície, ressoa, taciturna e secretamente, um mistério, um desses perigosos mistérios de uma Sardenha ancestral, silenciosa e cortante como o ferro.Um mistério que está destinado a provocar outras mortes, num cenário feroz de amor e ódio, numa terra agreste que só aos poucos se deixa conhecer.


“Silêncio de Ferro é um romance belíssimo, em que o horror e a tensão da narrativa constroem a estrutura coral de uma verdadeira tragédia, uma tragédia negra.”

Carlo Lucarelli





PONTUAÇÃO DO LIVRO

  • ✰✰✰✰✰ - Muito Bom